POR UMA EDUCAÇÃO DIGNA, INCLUSIVA E DE QUALIDADE PARA TODAS AS CRIANÇAS!
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⏰ Prazo: 11/12/2026 (37 dias restantes)
Sobre esta Petição
A INCLUSÃO DE UMA CRIANÇA NÃO PODE SIGNIFICAR A FALTA DE ATENÇÃO ÀS OUTRAS.
E A EDUCAÇÃO DE UMA CRIANÇA NÃO PODE SER COMPROMETIDA PELA FALTA DE PROFISSIONAIS.
Todas as crianças têm direito de aprender. Todos os professores precisam de condições para ensinar. Todas as escolas precisam de profissionais suficientes.
POR UMA EDUCAÇÃO DIGNA, INCLUSIVA E DE QUALIDADE PARA TODAS AS CRIANÇAS!
PELA PERMANÊNCIA E AMPLIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE APOIO E PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
À Prefeitura Municipal de Guaíba, à Secretaria Municipal de Educação de Guaíba e à Câmara Municipal de Vereadores de Guaíba.
Nós, pais, mães, responsáveis, profissionais da educação e membros da comunidade escolar, manifestamos nossa preocupação diante das possíveis mudanças na organização da rede municipal de ensino, especialmente em relação à atuação dos monitores, atendentes, agentes educacionais e professores de Educação Infantil.
Nosso objetivo é defender algo que deveria ser prioridade de todos: uma educação digna, de qualidade, inclusiva e com condições reais de aprendizagem para todas as crianças.
Não estamos falando apenas de profissionais destinados a auxiliar crianças em atividades básicas, como ir ao banheiro, alimentar-se ou realizar cuidados pessoais. Estamos falando de profissionais que fazem parte do processo educacional e que são fundamentais para o desenvolvimento, a aprendizagem, a concentração, a participação e a permanência das crianças no ambiente escolar.
1. MONITORES E ATENDENTES SÃO FUNDAMENTAIS PARA TODA A ESCOLA
A presença de monitores, atendentes e agentes educacionais não beneficia somente as crianças com deficiência. Beneficia toda a comunidade escolar.
Sabemos que existem crianças que apresentam dificuldades de concentração, comunicação, interação social, autorregulação, adaptação à rotina e permanência em sala de aula.
Essas necessidades não se limitam às crianças com diagnóstico de autismo. Existem crianças com diferentes deficiências, transtornos, atrasos no desenvolvimento e outras necessidades específicas que também precisam de acompanhamento e suporte adequado.
Quando uma criança não recebe o apoio necessário, ela pode enfrentar dificuldades para participar das atividades, acompanhar a rotina e desenvolver sua aprendizagem. Isso também pode comprometer a dinâmica da turma, exigir que o professor divida constantemente sua atenção e dificultar o desenvolvimento das atividades pedagógicas para os demais alunos.
Não se trata de excluir, separar ou responsabilizar uma criança por suas dificuldades. Trata-se justamente de oferecer condições para que ela seja acolhida, acompanhada e consiga aprender junto com as outras crianças.
A inclusão precisa acontecer na prática, com profissionais suficientes e preparados.
Retirar monitores e atendentes não significa apenas diminuir o número de trabalhadores dentro das escolas. Significa reduzir a estrutura necessária para que a educação aconteça de maneira adequada.
2. A REDUÇÃO DA CARGA HORÁRIA DOS PROFESSORES PREJUDICA TODAS AS CRIANÇAS
Também manifestamos nossa preocupação com a possibilidade de redução da carga horária dos professores de Educação Infantil para apenas 20 horas.
A Educação Infantil é uma etapa fundamental para o desenvolvimento das crianças. É nesse período que são construídas habilidades sociais, emocionais, cognitivas, motoras e de comunicação.
Reduzir a presença dos professores ou comprometer a continuidade do trabalho pedagógico pode trazer consequências para todas as crianças, não somente para aquelas que possuem deficiência.
As crianças precisam de continuidade, acompanhamento, vínculo, planejamento e estabilidade na rotina escolar.
Por isso, reivindicamos não apenas que não haja redução da carga horária, mas que seja estudada a possibilidade de ampliação, garantindo melhores condições para o trabalho pedagógico e para o desenvolvimento infantil.
3. INCLUSÃO NÃO É APENAS MATRÍCULA: É GARANTIR APRENDIZAGEM!
Não basta garantir que uma criança PCD esteja matriculada em uma escola regular. É necessário garantir que ela consiga participar, aprender, interagir, desenvolver sua autonomia e receber o suporte de que precisa.
Existem muitas crianças com necessidades diferentes, e cada uma possui suas particularidades.
Não podemos limitar a discussão às crianças autistas. Crianças com deficiência intelectual, física, sensorial, múltipla e outras condições que demandam apoio também precisam ser consideradas.
A falta de profissionais prejudica o atendimento individualizado, sobrecarrega os professores e compromete a qualidade da educação oferecida a todos.
Uma escola inclusiva precisa de estrutura, profissionais e condições de trabalho. Não apenas de boas intenções.
4. NOSSAS REIVINDICAÇÕES
Diante dessas preocupações, reivindicamos:
1. A permanência dos monitores, atendentes e agentes educacionais na rede municipal, respeitando as necessidades de cada escola.
2. A ampliação do número de profissionais de apoio, de acordo com as necessidades reais das crianças e das turmas.
3. A garantia de suporte adequado às crianças PCD e a todas aquelas que necessitem de acompanhamento específico.
4. A não redução da carga horária dos professores de Educação Infantil para 20 horas e a abertura de diálogo sobre sua ampliação.
5. A valorização de todos os profissionais que participam diretamente do processo educacional.
6. A realização de um levantamento das necessidades de cada escola antes de qualquer remanejamento ou reorganização.
7. A garantia de que nenhuma mudança administrativa prejudique a aprendizagem, a inclusão e o desenvolvimento das crianças.
8. A participação dos pais, responsáveis, profissionais da educação e representações sindicais nas discussões sobre as mudanças propostas.
9. Uma reunião pública com a Secretaria Municipal de Educação para esclarecimentos e apresentação das medidas planejadas.
5. NOSSA LUTA É POR TODAS AS CRIANÇAS!
Queremos deixar uma mensagem muito clara:
Não estamos defendendo privilégios para uma categoria profissional. Estamos defendendo o direito das nossas crianças a uma educação de qualidade.
Pais de crianças com deficiência querem que seus filhos sejam acolhidos, respeitados e tenham condições de aprender.
Pais de crianças sem deficiência também querem que seus filhos tenham professores com condições de ensinar, turmas com suporte adequado e um ambiente escolar que favoreça o desenvolvimento de todos.
Os profissionais querem condições dignas para exercer suas funções e oferecer uma educação de qualidade.
TODOS QUEREMOS A MESMA COISA: UMA EDUCAÇÃO DIGNA PARA NOSSOS FILHOS!
Não podemos aceitar que a reorganização administrativa aconteça sem considerar a realidade das escolas, as necessidades das crianças e a importância de cada profissional.
Retirar profissionais, reduzir jornadas e diminuir o suporte não resolve as dificuldades da educação. Pelo contrário, pode ampliar problemas que já existem.
Uma educação de qualidade exige investimento, planejamento, profissionais suficientes e compromisso com o futuro das nossas crianças.
NÃO QUEREMOS MENOS PROFISSIONAIS. QUEREMOS MAIS ESTRUTURA, MAIS APOIO, MAIS VALORIZAÇÃO E MAIS QUALIDADE NA EDUCAÇÃO!
Por isso, solicitamos que nossas reivindicações sejam oficialmente recebidas, analisadas e respondidas pela Administração Municipal de Guaíba.
Apoiamos esta reivindicação em defesa da educação pública, inclusiva e de qualidade para todas as crianças.
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