Lei de Transparência do Povo
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⏰ Prazo: 15/04/2027 (171 dias restantes)
Sobre esta Petição
LEI DE TRANSPARÊNCIA DO POVO
Por uma política transparente, ética e responsável com o dinheiro público.
Qual é o objetivo desta lei?
A Lei de Transparência do Povo tem como objetivo garantir que a população saiba como o dinheiro público é utilizado, quais benefícios são concedidos aos políticos e quais critérios devem ser cumpridos para exercer cargos públicos.
O dinheiro público vem, direta ou indiretamente, da contribuição da sociedade. Por isso, a população tem o direito de fiscalizar sua utilização e exigir responsabilidade de seus representantes.
Esta lei busca estabelecer uma relação de confiança entre o povo e os políticos eleitos, garantindo que o exercício de um cargo público seja acompanhado de transparência, responsabilidade e compromisso com o interesse coletivo.
Art. 1º — Transparência dos gastos públicos
I — Transparência dos cartões corporativos
Todos os gastos realizados por meio de cartões corporativos vinculados ao poder público deverão ser divulgados de forma clara e acessível à população, acompanhados das respectivas notas fiscais ou de outros documentos comprobatórios.
O objetivo é permitir que qualquer cidadão saiba quanto foi gasto, com o que o dinheiro foi utilizado e qual foi a justificativa para aquela despesa.
Não será permitido impor sigilo sobre gastos públicos apenas para proteger a imagem ou os interesses pessoais de um político. Eventuais restrições de acesso deverão observar as exceções previstas na Constituição e nas leis aplicáveis.
Em palavras simples: se um político utiliza dinheiro público, a população deve poder verificar como esse dinheiro foi gasto.
II — Benefícios e vantagens de cargos públicos
Os benefícios financeiros ou materiais concedidos a ocupantes de cargos políticos deverão ter regras claras, limites definidos e justificativa relacionada às necessidades reais do exercício da função.
Quando houver benefícios destinados a despesas pessoais ou vantagens remuneratórias, deverão ser estabelecidos critérios transparentes para evitar privilégios indevidos. Benefícios destinados a despesas institucionais deverão ter suas regras de custeio e prestação de contas definidas em lei.
A concessão desses benefícios deverá respeitar os limites legais e orçamentários, sem pagamentos retroativos relativos a períodos anteriores à criação do benefício, salvo quando houver fundamento jurídico que determine o contrário.
Em palavras simples: políticos não devem receber privilégios sem justificativa. Todo benefício precisa ter regras, limites e uma finalidade clara, evitando vantagens indevidas custeadas pela população.
Art. 2º — Ética e responsabilidade no exercício dos cargos públicos
I — Responsabilidade jurídica e exercício de cargos públicos
Os candidatos e ocupantes de cargos públicos deverão cumprir os requisitos de elegibilidade e as demais exigências previstas na legislação.
A existência de uma investigação ou de um processo judicial em andamento não deverá ser tratada automaticamente como prova de culpa. As situações deverão ser analisadas conforme a legislação aplicável, respeitando o direito de defesa, a presunção de inocência e as decisões da Justiça.
A proposta prevê a discussão de regras mais rigorosas para impedir que pessoas com determinadas pendências judiciais assumam cargos públicos, incluindo a possibilidade de um período de inelegibilidade de oito anos. A aplicação dessa medida deverá ser definida de acordo com critérios legais objetivos e com as garantias constitucionais.
Em palavras simples: quem pretende representar a população precisa cumprir as regras da Justiça. Ao mesmo tempo, uma pessoa não pode ser considerada culpada apenas por estar sendo investigada ou processada.
II — Responsabilização de políticos condenados por crimes relacionados ao cargo público
Políticos condenados por crimes praticados no exercício de suas funções, especialmente aqueles relacionados ao desvio de recursos públicos, à corrupção ou ao abuso de poder, deverão estar sujeitos às consequências previstas em lei.
A proposta busca impedir que pessoas condenadas por esses crimes voltem a ocupar cargos públicos sem que sejam observadas as restrições legais aplicáveis, considerando a natureza do crime, a decisão judicial e as condições de elegibilidade.
Em palavras simples: quem utiliza um cargo público para cometer crimes deve responder por seus atos e ficar sujeito às restrições previstas na legislação, inclusive quanto à possibilidade de voltar à vida política.
Qual é o princípio fundamental desta lei?
O dinheiro público pertence à coletividade e deve ser administrado com responsabilidade. Quem recebe a confiança da população para exercer um cargo público assume o dever de prestar contas de seus atos.
A transparência não deve ser um favor concedido pelos políticos, mas uma obrigação perante a sociedade.
O povo tem o direito de saber. O poder público tem o dever de explicar. E todo representante deve responder por seus atos.
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